sexta-feira, 29 de maio de 2009

Opinião de uso - Glary utilities

Bom pessoal, nesta postagem vou colocar minha opinião e compartilhar minha pequena (e triste) experiência de uso desta ferramenta de Limpeza de disco. Antes que alguém fale que tenha visto isso antes em algum outro lugar, sim é praticamente o mesmo post feito por mim no forum universo da eletricidade o qual sou moderador da área de informática. Então lá vamos nós:

1º)
Para que serve o programa? o programa serve para limpeza de disco, desfragmentação, limpeza de registro (itens invalidos), correção de atalhos com mal funcionamento, assistente para desisntalação de aplicativos, removedor de spyware e gerenciador de inicialização.

2º) Velocidade de analise: Bom pessoal, eu fiz um teste de analise do computador apenas testando a limpeza do registro, remoção de temporarios e o reparador de temporatios. A busca levou uns 3 minutos, um pouco mais talvez, pode parecer pouco mais o cCleaner normalmente faz a mesma busca na metade do tempo no maximo. Imagina se eu coloco para fazer uma varredura completa...

3º) Ele funcionou? Funcionou, mas como a "esmola é de mais dá para desconfiar do santo", nesta varredura ele foi limpando tudo (tudo mesmo) e para começar vejam como ficaram meus icones do desktop:
Resultado: tive que ir até onde estavam instalados cada um dos programas e criar novamente um a um os atalhos do desktop (afinal eu olho apenas a imagem do atalho e clico, não vou pelo texto do mesmo..). Utilizo ainda o rocketdock (barra superior estilo windows vista, só que no XP, é o melhor do gênero..) e para minha surpresa (e decepção...) os atalhos de programas que estavam lá também "sofreram" desse "mal" de perder o icone da aplicação, só que no caso do dock ele aparecem como um "?"... Para piorar (se é que é possivel..) olha como ficaram os atalhos do meu CorelDraw que tenho instalado na maquina:é... também perdeu todos os icones das aplicações...
Outra: ele removeu os arquivos temporarios do msn e com o programa sendo executado... não deu outra, erro geral, o pc travou, ficou lento, o processador foi a 100% e criou uns 30 processos com o nome do msn, para ficar mais facil de entender, quando abri o gerenciador de tarefas (Crtl + Alt + del) ao inves de aparecer "msnmsgr.exe" apenas uma vez (no caso uma instancia do msn) aparecia 30 !!! não pude tirar uma screen pq o pc ficou tão lento que nao pude abrir mais nada de aplicação enquanto eu nao "matava" todos os processos do msn (levou uns 2 minutos porquê eles apareciam denovo (alguns deles))...A tela acima mostra apenas a variação de uso do processador após eu ter fechado todos os "msn" rodando.. antes disso não funcionava nada (processador a 100%)...
Agora uma tela de como ficaram os icones dos meus documentos (TODOS) no computador: (sim, eu fiz esse incrivel efeito de spray no paint.... :p)...Resultado: é mais do que certo que eu não aconselho ninguem a instalar este programa (imagina o que ele poderia ter causado na minha maquina se eu tivesse rodado todos os modulos de "limpeza" dele!!!). Para aqueles que querem saber da restauração que o arquivo cria, bom eu executei ela umas tres vezes e mesmo assim nada... os icones continuaram desse jeito (parece que não funciona direito essa restauração). O resultado disso tudo: como um monte de coisas começaram a dar problemas não tive outra opção: Formatar a máquina!!!
Simplesmente mudei os arquivos de unidade (joguei tudo no "D:") e formatei a unidade "C:"....
Minha dica: Instalem o cCleaner, utilizem a limpeza de disco do windows e desfragmentem o computador a cada 15 dias !
É mais seguro e não dá problema nenhum !!!!
É isso pessoal. Se quiserem instalar mesmo assim o programa em suas máquinas é por sua conta em risco, não digam que não avisei.... Um abraço a todos fui...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A História da Apple

Bom pessoal, hoje estou aqui para postar um artigo muito interessante da história de uma grande empresa, a Apple. Este artigo foi extraído do site Guia do Hardware publicado por Carlos E. Marimoto, neste link.
A Apple foi fundada em 1976, tendo como sócios Steve Jobs (que continua ativo até os dias de hoje) e Steve Wozniak. Tudo começou com o Apple I, que foi desenvolvido por Steve Wozniak nas horas vagas. Embora fosse um projeto bastante avançado para a época, ele foi recusado pela Atari e pela HP, que não enxergavam um futuro para os computadores pessoais. Mesmo assim, a dupla resolveu levar a idéia adiante, produzindo-o com recursos próprios.
O Apple I não foi lá um grande sucesso de vendas, vendeu pouco mais de 200 unidades a 666 dólares (pouco mais de US$ 5000 em valores corrigidos) cada uma. Mesmo assim, os lucros sustentaram a Apple durante o primeiro ano, abrindo caminho para o lançamento de versões mais poderosas. Quem comprou um, acabou fazendo um bom negócio, pois hoje em dia um Apple I (em bom estado) chega a valer US$ 50.000.
A placa era vendida "pelada" dentro de uma caixa de papelão, sem nenhum tipo de gabinete, por isso era comum que os Apple I fossem instalados dentro de caixas de madeira feitas artesanalmente.
O Apple I era baseado no processador 6502, um clone do Motorola 6800, que era fabricado pela MOS Tecnology. Ele era um processador de 8 bits, que operava a apenas 1 MHz. Em termos de poder de processamento, o 6502 perdia para o 8080, mas isso era compensado pelos "espaçosos" 8 KB de memória, suficientes para carregar o interpretador BASIC (que ocupava 4 KB), deixando os outros 4 KB livres para escrever e rodar programas.
Uma das vantages é que o Apple I podia ser ligado diretamente a uma TV, dispensando a compra de um terminal de vídeo. Ele possuía também um conector para unidade de fita (o controlador era vendido separadamente por 75 dólares) e um conector proprietário reservado para expansões futuras: (asseguir imagem do AppleI)
Naquela época, as fitas K7 eram o meio mais usado para guardar dados e programas. Os disquetes já existiam, mas eram muito caros.
Os grandes problemas das fitas K7 eram a lentidão e a baixa confiabilidade. No Apple I, os programas eram lidos a meros 1500 bits por segundo e em outros computadores o acesso era ainda mais lento, com de 250 a 300 bits. Era preciso ajustar cuidadosamente o volume no aparelho de som antes de carregar a fita e, conforme a fita se desgastava, era preciso tentar cada vez mais vezes antes de conseguir uma leitura sem erros.
O Apple I foi logo aperfeiçoado, dando lugar ao Apple II, lançado em 1977. Esse sim fez sucesso, apesar do preço salgado para a época: US$ 1.298, que equivalem a quase 10.000 dólares em valores corrigidos.
O Apple II vinha com apenas 4 KB de memória, mas incluía mais 12 KB de memória ROM, que armazenava um interpretador BASIC e o software de bootstrap, lido no início do boot. Isso foi uma grande evolução, pois você ligava e já podia começar a programar ou a carregar programas. No Apple I, era preciso primeiro carregar a fita com o BASIC, para depois começar a fazer qualquer coisa.
O BASIC era a linguagem mais popular na época (e serviu como base para diversas linguagens modernas), pois tem uma sintaxe simples se comparado com o C ou o Assembly, utilizando comandos derivados de palavras do Inglês.
Este é um exemplo de programa em BASIC simples, que pede dois números e escreve o produto da multiplicação dos dois:Este pequeno programa precisaria de 121 bytes de memória para rodar (os espaços depois dos comandos são ignorados, por isso não contam). Ao desenvolver programas mais complexos você esbarrava rapidamente na barreira da memória disponível (principalmente se usasse um ZX80, que tinha apenas 1 KB ;), o que obrigava os programadores a otimizarem o código ao máximo. Aplicativos comerciais (e o próprio interpretador BASIC) eram escritos diretamente em linguagem de máquina, utilizando diretamente as instruções do processador e endereços de memória, de forma a extraírem o máximo do equipamento.
Voltando ao Apple II, a memória RAM podia ser expandida até 52 KB, pois o processador Motorola 6502 era capaz de endereçar apenas 64 KB de memória, e 12 KB já correspondiam à ROM embutida. Um dos "macetes" naquela época era uma placa de expansão, fabricada pela recém formada Microsoft, que permitia desabilitar a ROM e usar 64 KB completos de memória.
Além dos jogos, um dos programas mais populares para o Apple II foi o Visual Calc, ancestral dos programas de planilha atuais: O Apple II já era bem mais parecido com um computador atual. Vinha num gabinete plástico e tinha um teclado incorporado (ainda acho que ele parece uma máquina de escrever com conexão na TV!). A versão mais básica era ligada na TV e usava o famigerado controlador de fita K7, ligado a um aparelho de som para carregar programas. Gastando um pouco mais, era possível adquirir separadamente uma unidade de disquetes. A linha Apple II se tornou tão popular que sobreviveu até o início dos anos 90, quase uma década depois do lançamento do Macintosh. O último lançamento foi o Apple IIC Plus, que utilizava um processador de 4 MHz (ainda de 8 bits) e vinha com um drive de disquetes de 3.5", já similar aos drives atuais.
Nos anos seguintes, além de continuar aperfeiçoando a linha Apple II, a Apple começou a investir pesadamente no desenvolvimento de computadores com interface gráfica e mouse. A "inspiração" surgiu numa visita de Steve Jobs ao laboratório da Xerox, onde computadores com interface gráfica eram desenvolvidos desde a década de 70 (embora sem sucesso comercial, devido ao custo proibitivo).
Um bom exemplo do impressionante trabalho desenvolvido pela Xerox ao longo da década de 1970 foi o Xerox Alto (finalizado em 1973), que é considerado a primeira estação de trabalho e também a primeira a ser ligada em rede. Apesar disso, ele acabou nunca não entrando em produção devido ao custo:Voltando à Apple, o próximo grande passo foi o Lançamento do Lisa, em 1983. Em sua configuração original, o Lisa vinha equipado com um processador Motorola 68000 de 5 MHz, 1 MB de memória RAM, dois drives de disquete de 5¼ de alta densidade (eram usados discos de 871 KB), HD de 5 MB e um monitor de 12 polegadas, com resolução de 720 x 360. Era uma configuração muito melhor do que os PCs da época, sem falar que o Lisa já usava uma interface gráfica bastante elaborada e contava com uma suíte de aplicativos de escritório à lá Office. O problema era o preço: 10.000 dólares da época (suficiente para comprar 5 PCs). Embora não houvesse nada melhor no mercado, o Lisa acabou não atingindo o sucesso esperado. No total, foram produzidas cerca de 100.000 unidades em dois anos, porém a maior parte delas foram vendidas com grandes descontos, muitas vezes abaixo do preço de custo (como um lote de 5.000 unidades vendido para a Sun em 1987, depois que o Lisa já havia sido descontinuado). Como a Apple investiu aproximadamente US$ 150 milhões no desenvolvimento do Lisa, a conta acabou ficando no vermelho.
Apesar disso, o desenvolvimento do Lisa serviu de base para o Macintosh, um computador mais simples, lançado em 1984. Ao contrário do Lisa, ele fez um grande sucesso, chegando a ameaçar o império dos PCs. A configuração era similar à dos PCs da época, com um processador de 8 MHz, 128 KB de memória e um monitor de 9 polegadas. A grande arma do Macintosh era o MacOS 1.0 (derivado do sistema operacional do Lisa, porém otimizado para consumir muito menos memória), um sistema inovador de vários pontos de vista.
Ao contrário do MS-DOS ele era inteiramente baseado no uso da interface gráfica e mouse, o que o tornava muito mais fácil de ser operado. O MacOS continuou evoluindo e incorporando novos recursos, mas sempre mantendo a mesma idéia de interface amigável. Aqui temos um screenshot do MacOS 1.0, ainda monocromático:
Depois do Macintosh original, a Apple lançou um modelo atualizado, com 512 KB de memória RAM. Para diferenciá-lo do primeiro, a Apple passou a chamá-lo de Macintosh 512k. O modelo antigo continuou sendo vendido até outubro de 1985 como uma opção de baixo custo, passando a ser chamado de Macintosh 128k.
Ao longo da década seguinte, a Apple passou por duas grandes revoluções. A primeira foi a migração do MacOS antigo para o OS X, que, por baixo da interface polida, é um sistema Unix, derivado do BSD:A segunda aconteceu em 2005, quando a Apple anunciou a migração de toda a sua linha de desktops e notebooks para processadores Intel. Essa combinação permitiu que a Apple se beneficiasse da redução de custo nos processadores e outros componentes para micros PCs, mas ao mesmo tempo conservasse seu principal diferencial, que é o software.
Do ponto de vista do hardware, os Macs atuais não são muito diferentes dos PCs, você pode inclusive rodar Windows e Linux através do boot camp. Entretanto, só os Macs são capazes de rodar o Mac OS X, devido ao uso do EFI, um firmware especial, que substitui o BIOS da placa-mãe. Existem versões prévias do OS X que podem ser instaladas em outros PCs, mas por serem versões antigas (e cuja distribuição é combatida pela Apple), elas acabam restritas aos círculos mais geeks.

É isso por enquanto pessoal, espero que tenham aproveitado esta "matéria" sobre a Apple. Uma abraço e até a próxima.