domingo, 30 de abril de 2017

indicação de livro número 13

Mais um livro da nossa série Bibliografia Sugerida, o livro de hoje é para os que assim como eu não querem ficar apenas no Arduino, querem expandir seus horizontes, indo se aventurar no mundo dos PIC. O livro é PIC Programação em C:
Este livro foca bastante na programação C dos PICs (alguns focam mais na arquitetura dos microcontroladores), englobando itens como: variáveis, tipos de dados, funções, operadores, e na parte de tópicos avançados temos itens como: interrupções, timers, leitura de teclas e de teclados, protocolo I2C, PWM.
Estou usando ele juntamente com mais alguns materiais para meus estudos em PIC e vale a pena a aquisição, realmente um material muito bom.
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até mais.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Programando Módulos ESP8266 12F no Arduino

Olá pessoal, pouco tempo atrás mostrei os módulos ESP8266 12F que comprei no Aliexpress, hoje venho mostrar e relatar um pouco do processo de programação deles.
Os módulos comprados são esses:
O problema já começa quando as peças chegam, são muito pequenas mesmo, ou seja, soldar fios para fazer as conexões não foi nada fácil. Aqui começando a cortar a placa perfurada que usei como base:
Após um bom tempo montando a base para encaixar em uma protoboard, começa a dor de cabeça maior, a programação dele. Encontrei muita informação na internet, mas muita coisa diferente, alguns sites diziam para ligar os pinos de um jeito, outros diziam para montar totalmente diferente, por isso esse meu relato é a forma como funcionou no meu caso com base nas fontes encontradas.
Primeira decepção, esses módulos aceitam apenas os comandos AT, e como quero utilizar na interface do Arduino precisava mudar o Firmware deles, foi após muita pesquisa e tentativas que consegui utilizar o mesmo firmware dos módulos NodeMCU (os quais já tinha instalado na minha IDE do Arduino).
Para isso usei o seguinte esquema:
Aqui uma foto do momento da gravação:
Segui esse tutorial de como fazer a gravação do novo firmware, escolhi um Firmware personalizado onde coloquei suporte aos seguintes itens: adc, bit, dht, file, gpio, http, i2c, net, node, ow, pwm, sntp, spi, tmr, uart e wifi, para quem deseja utilizar o mesmo firmware que criei segue o link para download da versão float (com ponto flutuante).
A gravação do Firmware só funcionou no Windows, utilizei o NodeMCU flasher, no Linux não ia de jeito nenhum (não fiquei tentando mais tempo para achar o problema), no Linux fiz a programação dele usando a interface do Arduino, mas para isso, encontrei mais alguns contratempos (como se eu já não tivesse tido o suficiente por 1 dia kkkk).
A única forma de ligação que funcionou no meu caso foi essa:
 
Esse esquema encontrei nesse site, e como disse, foi o único esquema que fez o upload e rodou os códigos, não descobri ainda o motivo, mas várias vezes o upload não funcionava e eu tinha que retirar o cabo USB do computador, aguardar alguns segundos e colocar novamente, parecia que mesmo colocando o jumper para o modo de gravação ele não entrava no tal modo.
Agora os próximos passos são: montar uma placa que suporte gravação, programação e testes no módulo, além disso, quero usar um módulo desses em uma pequena geladeira peltier que estou montando, mas isso fica para um próximo post.
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até a próxima.

Fontes (que deram certo): 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Iniciando no mundo dos PIC

É isso mesmo galera, mais um avanço no blog, agora vamos explorar o mundo dos microcontroladores PIC, por isso que mês passado o blog passou por algumas alterações de layout, incluindo a troca do banner principal para englobar a nova família de microcontrolador que utilizarei nos meus projetos.
Eu já vinha tendo vontade de iniciar no mundo dos PICs ultimamente, mas faltava um empurrão para entrar de vez, a grande chance apareceu quando ao desmontar uma placa de um nobreak eu consegui retirar um PIC16F886 ai decidi comprar um PICKIT3 para me arriscar na programação e imagina a minha felicidade ao descobrir que não só estava funcionando o PIC retirado da placa queimada como o código blink funcionou corretamente.
Antes que comece os "mi mi mi" sobre quem é melhor, PIC ou AVR, já lembro que hoje é uma empresa só, visto que em Janeiro de 2016 a Atmel foi comprada pela Microchip.
A Microchip Technology Inc. é uma empresa norte americana de semicondutores, com sede em Chandler, Arizona nos EUA.  Seus produtos incluem microcontroladores (PICmicro, dsPIC / PIC24, PIC32, AVR, AVR32 and SAM), dispositivos com EEPROM, SRAM, Radio Frequency, térmicos, alimentação e gerenciamento de baterias, entre outros.
Comparado com os já conhecidos AVR da Atmel, os PIC são mais baratos e mais fáceis de serem comprados, porém a programação se difere bastante.
Enquanto no mundo do Arduino com os Atmega da Atmel nos preocupamos apenas com declaração de variáveis, sintaxe e software em si, nos PICs temos ainda mais uma (ou algumas) etapas, que incluem as configurações dos Fuse Bits, itens os quais vamos falar mais adiante em um próximo post.
A programação dos PIC pode ser feita na linguagem de baixo nível Assembly ou uma linguagem de alto nível como C, mas o produto que é gravado no microcontrolador após a compilação do código são códigos Hexadecimais.
Os microcontroladores PIC apresentam uma estrutura de máquina do tipo Harvard, enquanto grande parte dos microcontroladores tradicionais apresenta uma arquitetura do tipo Von-Neumann. A diferença entre ambas é que na tradicional de Von-Neumann existe apenas um barramento interno (normalmente de 8bits) por onde passa instruções e dados, na arquitetura Harvard utilizada nos microcontroladores PIC o barramento de dados é sempre de 8bits e o barramento de instruções pode ser de 12, 14, ou 16bits dependendo do microcontrolador, essa arquitetura permite que enquanto uma instrução é executada a outra é "buscada" na memória o que torna o processamento mais rápido.
Existem muitos modelos e famílias de microcontroladores PIC que torna impossível abordar todos aqui no blog, por isso vamos trabalhar com apenas alguns microcontroladores que veremos nas próximas postagens.
A dica aqui é aprender a ler o datasheet de um componente, pois todas as informações referentes ao microcontrolador você encontra no datasheet do mesmo, alias já temos uma postagem de onde encontrar os datasheets, que merece uma parte 2 agora. Para os PIC a própria Microchip disponibiliza em seu site todos os datasheets, basta usar a ferramenta de busca.
Por hoje é isso pessoal, vamos ficando por aqui, fiquem ligados nas próximas postagens que a parte de PIC recém começou.
Um abraço e até a próxima.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Como fazer overclock em placa de vídeo offboard (COMPLETO)

No post sobre o GTA V eu falei que ia ensinar a fazer o overclock da placa de vídeo offboard, vou falar com termos técnicos, pois isso é uma tarefa que exige conhecer o computador para saber o que está fazendo, então se você não entender, estude mais antes de ir adiante para evitar danos ao equipamento.
Chega de papo que agora chegou a hora, leia com muita atenção e cuidado ao por em prática!
O que é Overclock?
Esse termo é dado quando desejamos fazer um determinado hardware trabalhar em uma frequência superior a que ele normalmente trabalha, ou seja, estamos aumentando o clock dele, por isso overclock.  
Primeiramente temos que cuidar 2 pontos, Hardware e Software, o software vai nos permitir fazer o overclock no hardware (que é a placa de vídeo) mas como isso afeta diretamente o aquecimento do hardware (nesse caso a GPU), faça uma limpeza completa no PC removendo toda a poeira e deixe tudo "brilhando" antes de começar com os softwares.
Quando faço limpeza no computador sempre troco a pasta térmica do CPU e da GPU, sempre utilize pasta térmica de alto desempenho, eu recomendo o uso da Artic Silver 5 (esqueça a pasta térmica branca, se você está usando ela no momento nem siga adiante, fica o aviso!).
Troque a pasta térmica tanto do CPU quanto a da GPU (sim, tem que desmontar a placa de vídeo, limpar tudo e fazer a troca, pois mesmo a pasta térmica padrão, perde o desempenho com o tempo), assim você garante que a temperatura média desses itens vai ser menor, se puder adicione coolers extras no gabinete, eu tenho 3 coolers a mais, um de 120mm na lateral do PC jogando ar para dentro e outros 2 de 80mm tirando o ar (um em cima e outro atrás).
Etapa do Hardware concluída vamos aos Softwares, primeiro certifique-se que você está com o driver da sua placa de vídeo completamente atualizado, para isso vá ao site do fabricante e faça o download e instalação, após ter certeza disso, vamos aos softwares do processo, para essa etapa vamos utilizar 2 programas, um para monitorar o hardware durante os jogos (RivaTuner) e o outro para o overclock propriamente dito (MSI Afterburner), existe no MSI a opção de baixar o Riva junto, mas não recomendo, vá aos sites dos fabricantes e baixe a última versão de cada um de lá. 
Instale primeiro o MSI Afterburner e depois o RivaTuner, assim o MSI irá identificar automaticamente o outro programa para trabalharem junto. Agora mãos a obra!!
PARTE 1 - Configurando o monitoramento:
Nessa primeira parte vamos configurar o RivaTuner para exibir os dados na tela do PC durante o jogo, para isso vamos à tela do programa:
No canto superior esquerdo temos "Show On-Screen Display", coloque essa opção como ON, altere para ON também a opção "On-Screen Display support".
Na opção "On-Screen Display zoom" você arrasta para os lados escolhendo o tamanho das letras na tela, use apenas um tamanho suficiente para ler, nada de letras gigantes para não interferir na jogabilidade.
Na miniatura de monitor, você pode clicar e arrastar o número mostrado para o canto da tela que mais lhe agrade, que não venha a atrapalhar durante o jogo. 
Habilitando a opção "On-Screen Display shadow" você habilita a cor de fundo (sombra) do texto exibido na tela, e onde diz "On-Screen Display palette" você seleciona a paleta de cores, onde a da esquerda é a cor do texto e a da direita é a cor da sombra (só aparece se a opção anterior estiver habilitada).
Por fim habilite o "Show own statistics" para mostrar sua taxa de FPS.
Abra agora o MSI Afterburner e vá para a tela de configurações, entre na aba "monitoramento" que é como a mostrada a seguir:
Habilite os itens que você deseja monitorar, eu normalmente utilizo a temperatura média do CPU e da GPU e a taxa de quadros, após habilitar cada um que deseja monitorar clique em "Exibir informação na tela" em cada item, (cuidado para não poluir a tela mostrando todos).
OBS: nessa tela deixe desabilitado a taxa de quadros, pois a opção "Show own statistics" do RivaTuner que configuramos anteriormente já mostra o FPS na tela.  
Após feitas as modificações, minimize a tela, vamos para a parte 2 agora.
PARTE 2 - O Overclock!
Primeiro entre nas configurações do MSI Afterburner e marque as opções como mostrado a seguir:
Assim liberamos para overclock o programa. Agora vamos ver a tela do MSI Afterburner (você pode mudar a "skin" mas os itens são os mesmos).
Essa é a parte principal da tela:
De cima para baixo, os itens que vamos utilizar temos:
- Core Voltage (mV): tensão do núcleo da GPU;
- Core Clock (MHz): frequência do clock do núcleo da GPU;
- Memory Clock(MHz): frequência do clock da memória RAM da placa de vídeo;
- Fan Speed (%): velocidade da FAN do dissipador da GPU;
E os 3 botões abaixo são, da esquerda para a direita: "Mudar Configurações", "Restaurar Padrões" e "Aplicar" 
Na interface do programa atente para onde diz "Profile" aqui você vai salvar as suas configurações para acionar elas com um único clique, primeiramente vamos montar um profile para "arrefecimento" da GPU, que será usado quando você sair de algum jogo onde a placa tenha aquecido demais, para isso mantenha todos os níveis como estão mudando apenas o "Fan Speed" para 100% e de um "aplicar".
Para salvar esse profile clique no ícone salvar (aquele disquete) e os números de 1 a 5 vão piscar, clique no primeiro para salvar no Profile 1.
Agora vamos fazer o perfil de overclock, para isso basta deslizar para a direita aos poucos os itens:
- Core Voltage (mV): com mais energia a GPU trabalha mais rápido.
- Core Clock (MHz) e Memory Clock(MHz): aumentando esses valores você consegue um desempenho maior no processamento;
Não esqueça de manter o cooler a 100%, evitando superaquecimento que pode vir a queimar sua placa de vídeo. 
Aqui entra a paciência aumente de 50 em 50 ou 100 em 100 os valores de um "aplicar" e abra um jogo para testar (o mais pesado de todos de preferência), caso o monitor comece a piscar, falha no driver de vídeo ou a placa esquentar demais, volte para as ultimas configurações que foram testadas sem ocorrer isso, esse será seu limite de overclock.
Agora basta aplicar as configurações definitivas e salvar o profile, clique no salvar, e escolha o profile 2, se quiser jogar algum jogo leve, use o profile 1, clicando no número 1 e depois no "Aplicar", e caso queira rodar um jogo mais pesado, escolha o profile com overclock, que nesse caso salvamos no 2 e aplicamos a alteração, basta jogar e aproveitar.
Caso queira voltar o cooler para a rotação original (bem como todos os valores) clique no "Restaurar Padrão". Pronto!
Aqui meus valores com um overclock leve, uso para jogar GTA V na minha GTS450.
E como mostrado no post sobre o jogo:
Chegamos ao fim do nosso post sobre overclock, ficou grande mas quis fazer o mais detalhado possível, pois a maior parte dos "vídeo tutoriais" que tem na internet só ensina a monitorar os valores, e não ao processo de overclock em si.
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até mais.

sábado, 8 de abril de 2017

Módulo DC-DC com LM2596 - Comprando no Aliexpress

Mais uma compra que chegou do Aliexpress pessoal, aqui esses módulos variam bastante de preço, de R$7,00 a R$ 20,00 cada um, pois eu encontrei eles por $6,88, e vem 10 unidades!
Item postado dia 17/02/2017, entrega 22/03/2017. Bem embalado e tudo funcionando sem problemas. Tenho a intenção de montar uma fonte para protoboard com um desses módulos e mais alguns componentes, pois me faz falta toda vez que preciso efetuar algum teste.
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até a próxima.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

indicação de livro número 12

Na postagem de hoje vamos ver mais um livro a nível superior da nossa série de bibliografias sugeridas, trata-se do livro "Eletrônica de Potência" do Daniel W. Hart:
Esse livro trás no capítulo 1 uma abordagem introdutória ao assunto (não tem conteúdo básico de eletrônica, vai direto à eletrônica de potência), no segundo capitulo vem os cálculos.
Os capítulos 3 e 4 são para os retificadores de meia onda e onda completa, respectivamente, temos ainda conversores CC-CC, fontes de alimentação CC, inversores e circuitos de acionamentos.
Para aquelas pessoas que buscam se aprofundar no assunto é uma excelente fonte de informação, com destaque para o capítulo 6 que trás um estudo sobre conversores CC explicando a fundo o funcionamento dos nossos conhecidos módulos reguladores de tensão chaveados e para o item 10.8 do capítulo 10, que tem o título de "Dissipadores de Calor e Condução térmica", que ensina a calcular os valores necessários para a escolha de um dissipador correto para evitar o superaquecimento de um componente, com base no datasheet do mesmo, aliás, eu já mostrei aqui onde procurar datasheet de componentes.
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até a próxima.